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O NATAL: DEUS CONOSCONO ORDINÁRIO DA VIDA

“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.” (Mateus 1.21–25)

 

O Natal, para muitos, é marcado por luzes, presentes e encontros familiares. Mas a Palavra de Deus nos lembra que o verdadeiro significado do Natal não está no extraordinário aos olhos humanos, e sim no extraordinário agir de Deus em meio ao ordinário da vida. O Natal não começa em um palácio cheio de pompa, mas em uma manjedoura, simples e sem glória; não com aplausos das multidões, mas com o silêncio de uma família que decidiu obedecer a Deus; não com força, mas com graça.

Inevitavelmente, precisamos lembrar que, apesar da opinião de muitos, o Natal não é uma festa pagã. Originalmente, no dia 25 de dezembro, celebrava-se a Saturnália, uma festividade do Império Romano associada à exaltação do sol. Com o avançar da história, a Igreja tornou-se a religião oficial do Império Romano e, nesse contexto, os cristãos da época ressignificaram essa data, passando a celebrá-la como o nascimento de Cristo.

É claro que, nos dias atuais, muitos ainda corrompem o significado original dessa celebração, promovendo exageros e distorções. No entanto, a verdade é que não devemos celebrar a encarnação do Verbo apenas no dia 25 de dezembro, mas todos os dias, reconhecendo e proclamando o mistério glorioso de Deus que se fez carne. Mas, nessa época do ano, podemos aproveitar essa oportunidade para pregar o evangelho, uma vez que todos estão falando sobre o Natal. Diante disso, vamos considerar três lições a respeito do que é o verdadeiro Natal na perspectiva cristã.

  1. O Natal revela a iniciativa graciosa de Deus

Mateus nos diz que o menino que nasceu receberia o nome de Jesus, “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”. O Natal não é a história da humanidade subindo até Deus, mas de Deus descendo até nós. Antes que o homem buscasse salvação, Deus já havia providenciado um Salvador. Isso nos lembra que a nossa esperança não está em nossos méritos, mas na graça soberana de Deus.

  1. O Natal nos mostra quem Deus é e como Ele age

O texto afirma: “Emanuel, que quer dizer: Deus conosco”. Não apenas Deus por nós, nem apenas Deus acima de nós, mas Deus conosco. Em Cristo, Deus entra na nossa história, assume nossa humanidade, conhece nossas dores, nossos medos e nossas limitações. O Natal nos ensina que Deus não se afasta do sofrimento humano; Ele entra nele para nos redimir.

  1. O Natal nos chama a uma resposta de fé e obediência

José, ao receber a revelação, obedece. Ele acolhe Maria, protege o menino e segue a direção de Deus, mesmo sem entender tudo. O Natal nos chama a essa mesma fé simples e obediente: confiar quando não vemos o quadro completo, crer mesmo quando o caminho parece improvável. Celebrar o Natal não é apenas lembrar um fato histórico, mas viver hoje à luz dessa verdade.

Por fim, o Natal nos lembra que a nossa maior necessidade não era conforto, prosperidade ou respostas imediatas, mas salvação. E Deus nos deu exatamente aquilo de que mais precisávamos: Seu Filho. Que neste Natal, nossos corações sejam renovados pela certeza de que Deus está conosco, que Ele cumpre Suas promessas e que, em Cristo, temos esperança verdadeira. Que o nascimento de Jesus nos leve à gratidão, à fé e a uma vida que glorifique aquele que, por amor, se fez homem para nos salvar.

 

                                                                                                                                                                                                                                     Pr. Matheus Brezolim.