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A BELEZA E IMPORTÂNCIA DO DIACONATO

Nosso Senhor Jesus Cristo, em sua infinita sabedoria e maravilhosa graça, estabeleceu ofícios na Igreja para o cuidado de seu povo. Entre eles está o diaconato, um ministério precioso e indispensável para a saúde da comunidade cristã.
Desde a Igreja primitiva, podemos perceber a necessidade de homens piedosos, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, que se dediquem a servir à Igreja em suas necessidades práticas e no ministério da misericórdia (Atos 6.1–6). Enquanto os presbíteros têm o encargo do cuidado espiritual, da pregação e da supervisão pastoral (docentes e regentes), os diáconos são chamados a zelar pelas necessidades físicas da congregação, administrando recursos e promovendo a compaixão cristã de forma concreta.
O apóstolo Paulo descreve, em 1 Timóteo 3.8–13, os requisitos que devem caracterizar o diácono: ser honesto, irrepreensível, não apegado ao vinho ou ao lucro desonesto, mas homem de fé sincera, governando bem sua casa e sua vida. Perceba que tais qualificações deixam claro que o diaconato não é apenas uma função administrativa, mas um ofício espiritual. O diácono deve servir com coração puro, sendo exemplo de piedade e testemunho de Cristo em sua vida diária.
Por isso, erramos quando associamos o diaconato apenas a questões genéricas e organizacionais, como abrir o templo ou apagar as luzes quando os irmãos demoram a sair. Conforme o relato bíblico, o serviço diaconal é muito mais abrangente: ser diácono é expressar, de forma visível, a misericórdia de Deus. Assim, quando um diácono visita os necessitados, socorre os pobres, administra com fidelidade os recursos da igreja e inspira a comunidade a viver em solidariedade, ele reflete o caráter do nosso Senhor Jesus, que “não veio para ser servido, mas para servir” (Mc 10.45).
Por isso, a escolha e a ordenação de diáconos devem ser feitas com oração, discernimento e temor do Senhor. Não se trata de preencher cargos, mas cabe a Igreja reconhecer homens que Deus já tem chamado e equipado para servir. Jamais deveríamos eleger oficiais, e aqui falo especificamente dos diáconos, segundo critérios meramente humanos, como status social, influência ou habilidade profissional. Se assim procedermos, corremos o risco de colocar sobre a igreja fardos pesados e comprometer o testemunho do evangelho.
Finalmente, o diaconato é em última instância uma bênção maravilhosa que Deus concede à sua igreja. É por meio desse ofício que Cristo estende suas mãos de misericórdia para suprir as necessidades do seu povo. É por meio dele que a igreja aprende a viver o amor do nosso Deus em ação. Por isso, meu clamor é que cada um de nós ore para que o Senhor levante diáconos fiéis, e que aqueles que são chamados a este santo ministério sirvam com humildade, alegria e fidelidade, lembrando que, no final do caminho, ouvirão as palavras do Mestre: “Muito bem, servo bom e fiel” (Mt 25.21).

Pr. Matheus Brezolim.