Como criaturas de Deus, todos somos devedores: devemos
obedecê-lo com todo o nosso corpo, alma e força. Ao desobedecer
Seus mandamentos, como todos nós zemos, tornamo-nos
devedores de Sua justiça e lhe devemos tanto que não somos
capazes de pagar.
Mas do cristão pode-se dizer que não deve nada à justiça de Deus,
pois Cristo pagou a dívida de Seu povo; por isso o cristão ainda deve
o amor. Eu sou um devedor da graça de Deus e de Sua misericórdia
indulgente; mas não sou um devedor de Sua justiça, porque Ele
nunca me acusará de um débito que já foi pago. Cristo disse: “está
consumado!” e com isso, Ele quis dizer que tudo o que Seu povo
devia, tinha sido apagado para sempre do livro da memória.
Cristo satisfez a justiça divina até o m; a dívida está paga; a letra
está pregada na cruz; o recibo foi dado e não somos mais devedores
da justiça de Deus. Mas então, por não sermos mais devedores de
nosso Senhor nesse sentido, camos dez vezes mais em débito com
Deus do que antes.
Meu irmão, pare e pense por um momento.
1.Como você é devedor à soberania divina! próprio
2.Quanto deve ao Seu amor desinteressado, pois Ele deu Seu
Filho para morrer por você.
3.Considere o quanto deve por Sua graça indulgente, pois após dez
mil afrontas, Ele o ama tão innitamente como sempre.
4.Considere o que deve ao Seu poder; como Ele o resgatou de sua
morte no pecado; como Ele preservou sua vida espiritual; como Ele
evitou que você caísse; e como, apesar de mil seu inimigos cruzarem
caminho, você é capaz de manter o rumo.
5.Considere o que deve a Sua imutabilidade. Embora você tenha
mudado mil vezes, Ele não mudou nem uma única vez.
Veja que você está tão profundamente em débito quanto possível
com cada um dos atributos de Deus. A Ele deve sua vida e tudo o
que tem.
Entregue-se em sacrifício vivo, contudo, lembre-se de que isso é
apenas o seu culto racional.
Pr. Izaias Cunha
